R$1 bi para televisão digital
O governo deu ontem mais um passo para a implementação da TV digital no país ao anunciar duas linhas de financiamento para o setor com recursos do BNDES. A primeira, batizada de Programa de Apoio e Implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Protvd), destina R$1 bilhão para as empresas até 2013 - data-limite para o início das operações de TV digital em todo o território nacional. A outra, a fundo perdido, bancará R$14,6 milhões para a criação de chips para os novos equipamentos.
Estamos procurando maximizar o impacto econômico positivo da implantação de um novo padrão tecnológico - afirmou o presidente do BNDES, Demian Fiocca, após cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Hélio Costa (Comunicações) e de representantes do setor privado.
Em meados de 2006, o governo anunciou a criação da TV digital no Brasil, tendo por base o padrão japonês. Já neste ano, as emissoras de São Paulo terão de fazer transmissões digitais. Para todo o país, o cronograma vai até 2013, com a extinção do sinal analógico prevista para 2016.
A linha Protvd do BNDES foi subdividida em três: Fornecedor, para fabricantes de transmissores e receptores; Radiodifusão, para que o setor de radiodifusão televisiva construa infra-estrutura digital e de estúdio; e Conteúdo, voltada para a criação de produto nacional. Fiocca explicou que haverá preferência para financiamento de projetos independentes de conteúdo. Além disso, o BNDES não fará financiamento de conteúdo de programas religiosos, políticos e jornalísticos.
Fiocca explicou ainda que essa linha de R$1 bilhão será usada em cada segmento conforme a demanda, sem limitações por empresa. Ele não acredita que faltarão recursos, já que o banco fez um levantamento junto ao setor:
Não há razão para uma corrida, com medo de que possa acabar o financiamento.
O BNDES também vai financiar o desenvolvimento do primeiro chip nacional para equipamentos de transmissão, que será elaborado pela PUC do Rio Grande do Sul e pelo Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). Os R$14,6 milhões representam 85,4% do custo do projeto.
